Sunday, January 23, 2011

As novas tábuas

- usar linhas ou pontinhos ao invés de números, para não ter que tentar chegar num total cabalístico, como 7 ou 10;
- não sentir falta do que não se sentia falta até ontem, mas que hoje passou na propaganda;
- acabar com a indústria da propaganda, e se não for possível acabar com ela, apenas considerá-la abjeta, lastimável, desprezível, poluidora, inconsequente, pútrida e leviana;
- usar vários adjetivos para tentar passar a ideia que se deseja, ainda que repetidos, sinônimos, dúbios, desconhecidos, repetidos, ultrapassados, datados, velhos e antigos. É melhor que não ser compreendido por ser deveras breve;
- evitar o uso excessivo de adjetivos;
- tentar manter a coerência, mas não se apegar a isso como a uma tábua sagrada;
- contradições existem desde que começamos a usar palavras; o mundo é feito de opostos e é bom poder trafegar entre eles para melhor compreender a experiência humana na Terra;
- a Terra é sagrada, assim como a humanidade, assim como qualquer espécie viva;
- por outro lado, um grão de aveia solto no vácuo entre as galáxias - chegaria a ser sagrado?
- sagrado é poder sentar-se à sombra perto da água fresca, com comida, bebida, boa companhia e ausência de compromissos ou pesos de consciência;
- acreditar em coisas é melhor que não acreditar em nada;
- acreditar com medo de que fosse mentira é estupidez; como é estupidez fugir da discussão por medo de perder;
- o importante não é competir, mas participar;
- e se não quiser participar, também há os que se divertem sozinhos;
- a diversidade é sagrada.

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