Thursday, June 15, 2006

Admirável caminho novo

Conheci-o numa noite calorenta da parte baixa da cidade, pelo centro mesmo. Quem não repara no tipo perfeitamente adaptado às áreas centrais dos grandes núcleos urbanos, vivendo como ratos, amando como ratos, respirando a noite entre uma e outra aventura furtiva e poluída, eivadas de culpa pela sociedade, mas que quem sente não consegue, a não ser fazer.

Eis os chamados vícios privados; permitidos, ou melhor, tolerados pela sociedade.
Um deles o sexo sem pudor, sem vergonha, sem amor. Louco e inconseqüente como a vida animal, sem se prender, sem querer o outro numa vitrine, exposto ao mundo qual troféu, para si eternamente a figura de gesso da liberdade alheia. O amor sem culpa, sexo sem identidade, puro e abençoado como Nossa Senhora no cio, a libido natural, tesão do mundo, espetáculo essencial da carne.

O novo, aventura, o inusitado, inesperado e imprevisível dia-a-dia.
Eis um caro e admirável caminho.

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