Sunday, November 18, 2007

Fidel 1

Será a fidelidade que espécie de virtude? Mas a qual espécie de fidelidade me refiro? Conjugal? Partidária? Política? Fidelidade a ideais? À religião? À família? Fidelidade à empresa, ao governo? Vestir a camisa, o terço, a ciência, o quê?

Guelfos e gibelinos, na Itália do século XIII e XIV, opunham-se como fantoches: um apoiava totalmente o papado, o outro digladiava em nome do imperador. Dilaceraram totalmente seu país, como nos conta Voltaire, em sua Carta Filosófica Sobre a Religião Anglicana. Por que não poderia o homem médio tomar partido intermediário? Pois o exterminariam, naturalmente. Onde dois já lutam não se admitirá um terceiro. Estamos amarrados aos nossos instintos, a não ser que queiramos nos tornar seres acima do instinto, o que seria ainda pior! (Talvez virá o Frankenstein super-humano criado a partir da modificação do inato, das bases genéticas da humanidade, que vêm se mantendo até bem estáticas ao longo de vários milênios; dezenas, suponho.) Como o Homo sapiens acaba de ceder seu itálico para o Homo comercius, nada mais se apreende da história, a não ser a repetição dos fatos segundo parâmetros cada vez mais modernos. A própria língua é cada vez mais moderna. Gastamos palavras e mais palavras para escrever o que um romano escreveria com 60% das letras, e um grego ainda menos. Mas que importa! "Somos tão ricos e nossos recursos todos ilimitados!"


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Há o tipo de rebanho e o tipo individualista. Cada pessoa sabe o quanto tem de cada um.


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Sob as leis não se admite o bom senso - isso é sintoma de um mal maior.

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