Tuesday, May 10, 2011

Moralidade científica

Quem cria bois sabe que castrar os machos economiza trabalho. Na civilização complexa, essa castração é feita com as pessoas (em alguns países corta-se o clitóris de meninas) geralmente de forma psicológica, na infância, pelo catecismo, crisma e toda a moralidade mantida pelas igrejas.

Mas moral, o bem e o mal, o certo e o errado, a justiça e a injustiça, são assuntos dentro do alcance empírico das ciências biológicas, assim como saúde e doença, alegria e depressão, prazer e dor.

Bem é o que aumenta a saúde.
Mal é o que reduz a saúde.

Certo (certo moral, não certo lógico/matemático) é aquilo que deve ser feito, baseado no bem e na justiça.

O bem, sendo saúde, divide-se já nas diversas camadas sociais da humanidade - toda ela, suas civilizações, nações, religiões, etnias, grupos linguísticos, blocos econômicos, regiões, estados, municípios, bairros, comunidades, clãs, famílias...

Parte forte do instinto humano elevará a saúde da própria família às custas da saúde de famílias distantes. Esse princípio é tão inevitável quanto uma negociação econômica, e uma boa definição de justiça seria que todas as relações desse tipo favorecessem igualmente a saúde de todas as partes envolvidas.

Então, por que tantos acreditam que a moralidade é um tema que não pode ser debatido na esfera da razão e da ciência, mas apenas na religião ou na metafísica?

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